• Daniela Ventura

Higiene Espiritual: o que é e qual a sua importância

Nem só de lavagem de dentes, rabos, mãos e axilas vive o mundo. A higiene do corpo é indiscutível e faz parte da nossa rotina diária – então mas e a alma/espírito/mente, onde fica no meio disto tudo? 

A higiene do corpo é algo que nos é incutido desde os primeiros meses de vida – pelo que já a fazemos sem pensar. É inquestionável, mantém-nos limpos e saudáveis – vivos por mais tempo. Faz parte dos nossos hábitos e cada um terá a sua devidamente personalizada. Há quem escolha manter a coisa pelo essencial (banho, escovar dentes e lavar cara, pentear e por um desodorizante) e há quem lhe dedique mais algumas horas do seu dia, esquematizando a coisa numa série de minis-rotinas (uma para o corpo, outra para os cabelos, não esquecendo a chamada “rotina de beleza”). Todos diferentes, mas todos iguais na hora de afirmar que sim, seja como for, é fundamental.

Então, e a nossa mente? Será sensato deixá-la andar por aí cheia de pó?!

Para pessoas como eu – que entram facilmente em modo de dispersão, que têm um turbilhão de pensamentos diários, querendo fazer tudo (embora, tantas vezes fazem é nada) – programar, encaixar e cumprir uma Higiene Espiritual é imprescindível para um mental e um emocional equilibrados. 

Senti necessidade de criar e implementar esta rotina, depois de perceber que ia sempre empurrando com a barriga as minhas práticas espirituais: estas são muito importantes para mim e sabia que ia beneficiar imenso ao realizá-las todos os dias – ainda assim, desleixava-me, deixava-as para o fim do dia e acabava por adormecer antes de as conseguir completar, de conseguir trabalhar em mim.

Assim sendo, fiz um plano (adoro esta parte!). O que quero e preciso trabalhar? Para que fins? O que quero concretizar? Qual o meu foco?

Vou partilhar o meu plano de Higiene Espiritual do momento, embora este vá mudando de X em X tempo.

  1. Protejo o espaço em que me encontro (é importante para mim este passo);

  2. Escrevo ou releio o que quero concretizar neste momento – o(s) assunto(s) no qual me quero focar;

  3. Trabalho a minha respiração (respiro de forma incorrecta e preciso trabalhar isso);

  4. Faço Ho’oponopono direccionado para os meus objectivos; 

  5. Converso com os meus Guias (peço, agradeço – revejo objectivos do momento);

  6. Escrevo as minhas Páginas Matinais (conta em escrever 3 páginas sem pensar no que se escreve – faz parte da minha rotina criativa, deveria ser feito ao acordar, mas com um bebé de 2 anos enfiado na minha cama – delego para mais tarde);

  7. Retiro uma carta de um dos meus Oráculos.

A minha Higiene Espiritual é bastante mística, mas cada um pode escolher os seus exercícios. Podem envolver cristais ou poses de Yoga, orações ou respirações, meditação guiada ou apenas contemplação. O importante é que cada um planeei segundo o que nos faça sentido e nos preencha – o que nos pareça certo. E, claro, seja implementado! 

Em breve vou adicionar à minha Higiene um exercício de contemplação de uma rosa, durante 21 dias, que retirei do livro “O Monge que Vendeu o seu Ferrari”. Depois conto.


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